CCBEU recebe a arte do Cidade em Frestas

Projeções em transmissão on-line terão tom comemorativo aos 65 anos CCBEU

Em provocações sobre o coletivo e o individual, em tempos de pandemia, o Cidade em F(r)estras realiza sua 12ª edição com projeções de arte em locais em que ainda há grande circulação de pessoas. Desta vez o projeto será na travessa Padre Eutíquio, recebido na sede do Centro Cultural Brasil – Estados Unidos (CCBEU), no bairro da Campina, que comemora seus 65 anos com uma programação diversa. O evento será nesta sexta (25) a partir das 19h, com transmissão on-line pelas redes sociais do projeto. É importante a parceria, o diálogo entre artes entre espaços na cidade, as muitas línguas os fluxos de saberes a ancestralidade.

As projeções serão de artistas de diferentes cidades brasileira, que compartilharam trabalhos artísticos das mais diferentes linguagens sobre a temática “Mundo Cão”, propondo um movimento de deslocamento, em um debate sobre os desafios coletivos em tempos de pandemia. “Isso inclui por um lado uma reflexão acerca das modalidades de vírus circulantes na nossa sociedade nos tempos atuais, e por outro as inúmeras respostas que podem emergir da arte, da rua, da potência criativa de cada um”, afirma a artista Monica Lizardo, uma das realizadoras do evento.

Com o novo contexto, os fotovarais que eram montados em espaços públicos serão substituídos por novas formas de interação: nas projeções e nas redes sociais do projeto. O fotovaral recebe trabalhos a partir do tema “Mundo Cão”, mantido para a convocatória on-line de trabalhos artísticos, que traz produção nesta edição dos artistas Bia Blare, Conceição Miranda, Danilo Correa, Lucia Martins, Lucia Gomes, Karina Martins, Arquivo HokusPokusFokusLab com Rial y Costas-Katja Hoelldampf, Cleber Cajun, Pedrosa Nazareno Barbosa Junior, Suzane Oliveira, Galvanda Galvão, Yvana Crizanto, Márcio Mariath e Suzane Oliveira.

As projeções também trazem trabalhos de artistas convidados na temática da pandemia: Marcela inajá, Thais Badu, Cincinato Júnior, Danielle Fonseca, Antônio Moura, Miguel Chikaoka, Monica Lizardo, Guto Nunes com uma edição recortada do documentário do mestre Damasceno, Marise Maués, Chico com /paisagem sonora. “O Cidade em Frestas propõe esse deslocar territórios, por isso estamos na Padre Eutíquio com cuidados e proteção para discutir esse cotidiano pós-vírus, esses vírus que são ancestrais. Atualmente a gente está lidando de frente com o corona, e é preciso pensar um outro modo sobre a cidade”, diz a artista Galvanda Galvão, uma das realizadoras do projeto.
O projeto existe a partir de movimentos de pessoas de diferentes bairros, as fRestas abertas com empatia, acolhimento nesta cena aos passantes da Padre Eutíquio, a crítica e a criação “olhar, canto, voz com os outros e para cada uma”. Vizinhos e público que trafegam na área são convidados a participar. Nesta edição a iniciativa tem como parceiros o CCBEU, anfitrião do evento, agradecemos especialmente a Ana Laura Figueiro, Simei Bacelar, Miguel Aquino e Marlon Macedo, além da Casa de Estudos Germânicos da UFPA, Faculdade de Direito da UFPA, Holofote Virtual, Coletivo Manas e Milton Kanashiro, em uma realização dos coletivos Casulo Cultural e Sibilafilmes, que levam para as ruas uma programação multiartes com projeções de vídeos, curtas, animação, poesia, fotoGrafia, colagem, documentários, apresentações de música, performances, teatro, receitas, toda alquimia no. As cenas nas ruas já envolveram cerca de 1,5 mil pessoas, mobilizando para um movimento das cidades, seus personagens, suas ruas: trata-se de abrir espaço para uma ocupação de suas praças, becos, ruelas, caminhos. O projeto Cidade em F(r)estas surgiu em 2018, e busca movimentar as ruas com produções de arte, sobretudo locais, redescobrir o contato com a vizinhança, o cotidiano no espaço compartilhado.

Intervenções sonoras
O evento marca nova intervenção da rádio Estamira, de circulação na web, que traz entrevistas com Antônia Mello, liderança e fundadora do movimento Xingu Vivo para Sempre e ganhadora do Prêmio Ativismo Ambiental e Direitos Humanos em 2017, da Fundação Alexander Soros. Traz também a fala de Raimundo Magno Cardoso, quilombola da Comunidade África (Moju), Consultor de projetos da Malungu e mestre em Sustentabilidade junto a povos e comunidades tradicionais, pela UNB. Os diálogos se transcorrem durante as projeções artísticas, trazendo para as ruas um debate necessário urgente sobre os impactos dos grandes empreendimentos nos povos tradicionais da região do Médio Xingu, e de toda a Amazônia. Os músicos Douglas Dias, Néia das Maracas e Carmo Coutinho fazem uma performance percussiva com a cantora Yvana, com poesia, voz, sonora experimentação com sons e reflexões em torno do tema Mundo Cão.

Serviço:
Cidade em F(r)estas – projeções na Padre Eutíquio na frente do CCBEU-PA na Campina.Transmissão on-line a partir das 20h, pelas redes sociais do projeto @cidadeemfrestas no Facebook e Instagram e no @ccbeu-pa.

Realização:
Cidade em Frestas, com os coletivos Casulo Cultural, Sibilafilmes.
Apoio nesta edição:
Centro Cultural Brasil Estados Unidos- PA, Casa de Estudos Germânicos da UFPA, Faculdade de Direito da UFPA, Holofote Virtual, Coletivo Manas e Milton Kanashiro.
Concepção e produção:
Josi Mendes, Yvana Crizanto, Monica Lizardo e Galvanda Galvão

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