Preservar a memória da cidade de Belém requer a manutenção de seus elementos culturais, equipamentos históricos e peculiaridades perpetuados em cada uma das peças expostas nos museus da capital paraense. O Governo do Pará, que por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e do Sistema Integrado de Museus (SIM), contribui para essa preservação realizando periodicamente a limpeza e higienização dos espaços, áreas de guardas e expositivas, vitrines e coleções que compõem os equipamentos que estão sob sua administração.

Os museus do Estado reúnem aproximadamente 100 mil peças de todas as tipologias, incluindo mobiliários, pinturas, esculturas, desenhos, filmes, fotografias, indumentárias e joias, além de objetos sacros e arqueológicos do período pré-colonial.

De acordo com Renata Maués, coordenadora do Setor de Preservação, Conservação e Restauração do SIM/Secult, espaços como o Museu de Arte Sacra (MAS); Memorial Amazônico da Navegação, localizado no Mangal das Garças, e o Museu de Gemas do Pará, no Espaço São José Liberto, já receberam manutenção este ano. Também já foi iniciada a manutenção das vitrines do Museu do Forte, que deve ser concluída em fevereiro. Na próxima segunda-feira (3), a equipe de conservação e restauro do SIM retornará ao Memorial da Navegação para finalizar a limpeza de vitrines.

“A conservação desses espaços museais garante a preservação do acervo, estendendo a vida das coleções, e permite que as pessoas possam visitar e ter contato com a própria história do lugar onde vivem. Por isso, é fundamental cuidar de cada peça para possibilitar que as novas gerações tenham a oportunidade de conhecê-las”, frisou Renata Maués.

Sistema Integrado – Só em Belém, fazem parte do SIM o Museu de Arte Sacra; o Museu do Forte do Castelo; a Casa das Onze Janelas; o Museu do Círio; o Museu do Estado do Pará (MEP); o Museu de Gemas do Pará; o Museu da Imagem e do Som; o Memorial Amazônico da Navegação e o Memorial do Porto, na Estação das Docas. Além desses, passou para a responsabilidade do SIM pelo prazo de três anos, por meio de um convênio, o Museu do Marajó, situado no município de Cachoeira do Arari.

Renata Maués informou ainda que, além da manutenção realizada nos espaços museológicos, estabelecida no planejamento do setor, é feita a restauração nos laboratórios de preservação do SIM/Secult, no Museu de Arte Sacra, com o objetivo de devolver ao objeto suas características estéticas e históricas perdidas ao longo do tempo. “A restauração é a última medida, feita quando o objeto já está muito degradado. É importante investir nos procedimentos de conservação para evitar que as coleções sofram danos e necessitem de restauros mais profundos”, acrescentou.

Túnel do tempo – O jornalista Lucas Muribeca contou que, desde criança, visita os museus da cidade durante os passeios de escola ou com os pais. “Sempre foram naturais essas visitas. Mas comecei a ter um olhar mais apurado na adolescência, quando estudava várias obras em sala de aula e depois tinha a oportunidade de ver pessoalmente. Achava incrível ter esse contato com a arte para além dos livros”, disse Lucas.

Para ele, visitar os museus é uma forma de valorizar e preservar a arte e a história. “Os museus guardam fragmentos da história que fazem a cidade ser o que ela é hoje. Então, eu os vejo, na maioria das vezes, como um túnel do tempo, onde podemos visitar e entender um pouco sobre aqueles que estiveram aqui antes de nós, seus costumes, tradições e momentos importantes. Por isso, a manutenção desses espaços é essencial para que cada vez mais pessoas possam conhecer e ter acesso a essas histórias”, ressaltou o jornalista.

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