I (MUNDO) UBU no palco no Teatro Margarida Schivasappa

Apresentação contemplada pelo projeto Pauta Livre, do programa Seiva da Fundação Cultural do Pará, será na quarta-feira, 03 de outubro, às 20h

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I (MUNDO) UBU – Grupo Imundas de Teatro (Foto: Divulgação)

Uma das obras mais contundentes do teatro francês, “Ubu Rei”, do dramaturgo Alfred Jarry, encenado pela primeira vez em 1896, comprova seu vanguardismo e chega ao século XXI ainda, e infelizmente, atual. A adaptação da peça será apresentada nesta quarta, dia 3, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa. “Adaptá-lo ao cenário brasileiro foi a tarefa do grupo Imundas de Teatro, uma trupe de bufões debochados e cínicos à lá elite “made in Brazil“, onde as personagens se esbarram e se esmeram em corroer umas às outras para chegar ao topo de uma realeza decadente, mas rica, e manter-se na riqueza é, para elas, o que realmente importa”, diz  o diretor Marcelo Andrade. O proheto foi o projeto foi contemplado pelo Pauta Livre, do Programa Seiva, da Fundação Cultural do Pará (FCP).

A adaptação conduzida foi montada pela primeira vez em 2017, num processo de dramaturgia e preparação de elenco que levou um ano para ser concluído. Em conjunto ao diretor, os 10 atores em cena também assinam a cenografia e adereços do espetáculo que tem cerca de 1h30 de duração, onde estão presentes críticas e sarcasmos referentes ao contexto político do país.

“Se o contexto é imundo, vamos fazer um teatro Imundo (…) criar uma nova estética a partir da podridão”. É assim que o cineasta, ator e diretor Mateus Moura define o espetáculo. I (MUNDO) UBU é a primeira montagem das Imundas de Teatro que, ao estrear no ano passado, carimbou seu fazer teatral com a linguagem estética da coringagem de Augusto Boal aliado ao deboche bufônico e ao teatro político.

Para o grupo, este é um “contexto onde nossos ‘gestores’ se transformaram em meros marqueteiros e onde a briga insana pelo poder ($) permite que teatros fechem e museus queimem. Por isso, montar novamente este espetáculo é um ato de transgressão e revolvimento artístico, político e social”, definem. O espetáculo I (MUNDO) UBU se vestiu com grotescos elementos para contar de forma cômica a história real dessa contemporaneidade. Ao final, como descreveu Jarry no texto original: “os senhores verão portas que se abrem para planícies nevadas debaixo de um céu azul, lareiras guarnecidas de relógios de parede abrindo-se para servir de portas, e palmeiras verdes ao pé das camas, para terem folhas consumidas por pequenos elefantes equilibrados em prateleiras”.

Ficha Técnica:
Elenco: Aj Takashi, Arthur Ribeiro, Assucena Pereira, Bernard Freire, Enoque Paulino, Evy Loyola, Filipe Marques, Kayo Conká, Ruber Sarmento e Sandra Wellem.
Iluminação:: Bruno Rangel e Enoque Paulino
Operação de iluminação: Bruno Rangel
Sonoplastia e Direção Musical: João Urubu e Jimmy Góes
Figurinos, Cenografia e Adereços: Imundas
Fotos, Audiovisual e Arte Gráfica: João Urubu
Coordenação de Comunicação, textos e assessoria de imprensa: Dani Franco
Comunicação: Núcleo de Comunicação Imundas
Direção: Marcelo Andrade

Livre adaptação Imundas da obra “Ubu Rei”, de Alfred Jarry

Serviço
Espetáculo I (MUNDO) UBU – Grupo Imundas de Teatro
Onde: Teatro Margarida Schivasappa – Av. Gentil Bittencourt, 650 (prédio do antigo Centur, nesta quarta-feira, 03, às 20h.
Ingressos: R$ 15,00 antecipado na loja Ná Figueredo; ou R$30,00 (com meia-entrada) na bilheteria do Teatro no dia do espetáculo.
Classificação indicativa: 10 anos.

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